El coordinador del proyecto Life Invasaqua, Francisco José Oliva (2d), entre varios expertos, durante la presentación de esta iniciativa que busca concienciar sobre los problemas que causan las especies invasoras en ríos y embalses de España y Portugal, hoy en Lisboa. EFE/ Miguel Conceição

Aspea: educação ambiental é uma ferramenta social contra a IAS

A educação ambiental é uma das principais ferramentas no combate às espécies exóticas invasoras (EEI), sendo capaz de mobilizar as pessoas e mudar a percepção social do problema.

Este facto foi realçado no passado dia 17 de Maio na apresentação em Lisboa do projecto Life Invasaqua, que está a ser desenvolvido por entidades de Portugal e Espanha com o objectivo de aumentar o conhecimento das IAS em ambientes aquáticos, os seus efeitos, medidas de prevenção e ferramentas de controlo e mitigação.

Para Laura Gozález, da Associação Portuguesa de Educação Ambiental (Aspea), “é necessário sensibilizar a sociedade para a importância deste problema”, que constitui uma das principais causas da perda de biodiversidade, mas para isso “temos de estabelecer uma metodologia clara e eficaz para atingir o maior número possível de pessoas”.

Aspea participa como membro do projecto Life Invasaqua -coordenado pela Universidade de Murcia- juntamente com a Universidade de Évora, a Sociedade Ibérica de Ictiologia (Sibic), o Museu Nacional de Ciências Naturais (MNCN), a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), a Universidade de Navarra, a Universidade de Santiago de Compostela e a Agência EFE.

O objetivo da Aspea é disseminar informações e promover atividades de educação ambiental em escolas relacionadas ao problema da IEE em ambientes aquáticos de água doce e estuários.

Dia da Apresentação

A apresentação na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa contou com a presença de mais de cem pessoas, interessadas tanto nas apresentações como no debate gerado entre especialistas e o público na sessão seguinte.

De acordo com os oradores, os rios e estuários de Portugal e Espanha contêm cerca de 200 espécies exóticas de fauna e flora e cada ano esse número aumenta ao ritmo de duas novas espécies, e algumas delas têm também impactos importantes na economia, saúde, serviços ecossistémicos e biodiversidade.

A sessão foi aberta por uma mesa redonda na qual participaram a Professora Margarida Santos-Reis, Directora Adjunta da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e o Professor José Lino Costa, Director Adjunto do Centro de Ciências do Mar e do Ambiente (MARE); Professor Francisco José Oliva Paterna, da Universidade de Múrcia (coordenador do projecto); Professor António Candeias, Vice-Director da Universidade de Évora, e Professor Isabel Lico, da Agência Portuguesa do Ambiente – Programa LIFE.

Em seguida, Filipe Ribeiro, em representação da Sociedade Ibérica de Ictiologia (SIBIC) e MARE, explicou os objectivos e metodologia do projecto Life Invasaqua e fez referência ao necessário envolvimento de todos, desde o público em geral aos sectores envolvidos, na prevenção e sensibilização.

Por seu turno, Pedro Anastácio, representante da Universidade de Évora e da MARE, reviu o estado actual das espécies aquáticas exóticas – cujo custo médio anual pelos danos causados ascende a 12.000 milhões de euros por ano – e destacou a sua crescente presença nos últimos anos e os principais vectores de entrada.

Finalmente, outra mesa redonda moderada por Luís Ribeiro, da revista Visão, contou com a presença de João Loureiro, do Instituto para a Conservação da Natureza e da Floresta (ICNF); Ana Ilhéu, da Empresa de Desenvolvimento e Infra-estruturas de Alqueva, S.A. (EDIA); Maria João Correia, do Conselho de Administração da Aspea; Ricardo Alves, do Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA-GNR); Pedro Anastácio, da Universidade de Évora; e Filipe Ribeiro, da SIBIC.

Sobre a Vida Invasaqua

O projecto “Life Invasaqua, espécies exóticas invasoras em sistemas de água doce e estuários: sensibilização e prevenção na Península Ibérica”, visa alertar a sociedade civil e diferentes grupos-chave sobre o problema das espécies exóticas invasoras (EEI) nos ecossistemas aquáticos da Península Ibérica, através de colaborações com diferentes entidades em Portugal e Espanha, desde universidades a agências de comunicação.


About LIFE17 GIE/ES/000515 Life Invasaqua of the EU.

Espécies exóticas invasoras de água doce e sistemas estuarinos: sensibilização e prevenção na Península Ibérica

Co-financiado pela UE no âmbito da iniciativa Life e coordenado pela Universidade de Múrcia, LIFE INVASAQUA visa contribuir para reduzir os impactos nocivos das ESPÉCIES EXÓTICAS INVASORASORAS (IEE) na biodiversidade, aumentando a sensibilização do público, aumentando a formação nos sectores envolvidos e criando ferramentas para um sistema eficaz de alerta rápido e resposta rápida (EWRRR) para gerir os seus impactos nos ecossistemas e estuários de água doce.

Life Invasaqua é coordenado pela Universidade de Múrcia com a participação de 8 parceiros:: EFEverde da Agencia EFE,  UICN-Med,  Museo de Ciencias Naturales-Centro Superior de Investigaciones Científicas,  Sociedad Ibérica de Ictiología (SIBIC)Universidad de NavarraUniversidad de Santiago de Compostela,  Universidad de Évora e Associaçao Portuguesa de Educaçao Ambiental (ASPEA)

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