Um guia trilingue da Vida Invasaqua ajuda a conhecer as espécies aquáticas exóticas invasoras ibéricas

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Madrid, 18 nov (EFEverde).- A proliferação de espécies exóticas invasoras (EEI) é um dos efeitos das alterações climáticas, uma vez que favorece a sua chegada ou a aclimatação a ambientes onde anteriormente não eram viáveis, de acordo com o “Guia de espécies exóticas e invasoras em rios, lagos e estuários da Península Ibérica” que acaba de ser publicado em español, portugués e inglés.

Mais de quarenta autores colaboraram nesta publicação informativa feita no âmbito do projecto europeu Life Invasaqua e cujos objectivos incluem explicar o desafio colocado pelos estrangeiros invasores para ajudar a identificar e gerir a sua presença, explicou à EFEverde o coordenador do projecto da Sociedade Ibérica de Ictiologia (Sibic), Frederic Casals.

O guia informativo inclui informação de base científica, mas é “dirigido a todos os públicos tanto pelo design como pelo conteúdo”, ao contrário de outras publicações com “documentos mais técnicos”, para além de uma “paisagem de tamanho Din A4 para ser mais acessível e confortável de ver”, acrescenta.

Desde gigantes como o peixe-gato até à pequena Gambusia ou ao caranguejo de lama americano … e assim por diante até “uma centena de espécies com os seus respectivos ficheiros “divididos em quatro grupos de plantas e algas, invertebrados, peixes e outros vertebrados”.

Para a selecção destas espécies invasivas, diz Casals, “foram tidos em conta vários critérios”, tais como os que têm um maior impacto, “quer efeitos sobre a biodiversidade, económicos ou em relação a possíveis consequências sobre os ecossistemas”.

Além disso, “foi incluída uma certa diversidade de espécies para que a sociedade esteja ciente de outras espécies invasivas” e no trabalho “tentámos assegurar que todos os grupos estejam representados” em termos de outras IAS que “podem atrair a atenção porque são mais atractivas ou responder a um problema que não é tão comum”.

Com isto, a Casals salienta que este instrumento “cobre quase toda a diversidade de casos existentes dentro das espécies exóticas invasoras” através de “uma introdução de conceitos relativos à sua ecologia e rotas de entrada”.

O documento aborda os vectores ou vias de entrada, para explicar “os mecanismos utilizados pelas espécies invasoras para aqui chegar” (transporte acidental, libertação deliberada …) juntamente com vários capítulos que “fornecem orientações sobre o que pode ser feito e como comunicar” a sua presença, bem como outros recursos, tais como “websites com mais informação científica ou técnica sobre espécies invasoras”.

Salienta que as espécies invasivas são “um dos factores-chave em todo o problema da conservação da biodiversidade” devido ao aumento da sua população e que também têm “um impacto cada vez mais importante”.

O papel das espécies invasoras, recorda, é um enorme desafio ambiental juntamente com outros como “alterações climáticas, poluição ou a presença de plásticos” devido ao seu impacto ambiental, e que são identificados com “impacto económico significativo em muitos casos”.

Já disponível online gratuitamente em www.lifeinvasaqua.com, está previsto imprimir cerca de 3.500 exemplares deste guia para “todas as actividades presenciais a realizar a partir da próxima Primavera ou quando a situação sanitária o permitir” no âmbito do projecto Invasaqua durante os anos seguintes.

Além disso, o guia nas suas três línguas “estará disponível noutras páginas de informação sobre plantas invasoras para acesso por qualquer pessoa interessada” neste problema, diz ele.

O conhecimento é essencial para prevenir e enfrentar o problema do IAS e, por conseguinte, o Life Invasaqua da UE, que coordena a Universidade de Múrcia (UMU), procura “sensibilizar a população e influenciar todos os regulamentos para conhecer a acção a nível político ou administrativo sobre o problema”, diz Casals.

Para além da Sibic e UMU, a iniciativa envolve as universidades de Évora (Portugal), Santiago de Compostela e Navarra, o Museu Nacional de Ciências Naturais, a Agência EFEverde EFE, a Associação Portuguesa de Educação Ambiental (ASPEA) e o Gabinete para o Mediterrâneo da UICN. EFE

 

mdm/lul/al

 

ES / GUÍA “¡CUIDADO! INVASORAS ACUÁTICAS”

PT/ GUIA DAS ESPÉCIES EXÓTICAS E INVASORAS DOS RIOS, LAGOS E ESTUÁRIOS DA PENÍNSULA IBÉRICA

ENG/ GUIDE TO THE ALIEN AND INVASIVE SPECIES OF RIVERS, LAKES AND ESTUARIES IN THE IBERIAN PENÍNSULA

 


About LIFE17 GIE/ES/000515 Life Invasaqua of the EU.

Espécies exóticas invasoras de água doce e sistemas estuarinos: sensibilização e prevenção na Península Ibérica

Co-financiado pela UE no âmbito da iniciativa Life e coordenado pela Universidade de Múrcia, LIFE INVASAQUA visa contribuir para reduzir os impactos nocivos das ESPÉCIES EXÓTICAS INVASORASORAS (IEE) na biodiversidade, aumentando a sensibilização do público, aumentando a formação nos sectores envolvidos e criando ferramentas para um sistema eficaz de alerta rápido e resposta rápida (EWRRR) para gerir os seus impactos nos ecossistemas e estuários de água doce.

Life Invasaqua é coordenado pela Universidade de Múrcia com a participação de 8 parceiros:: EFEverde da Agencia EFE,  UICN-Med,  Museo de Ciencias Naturales-Centro Superior de Investigaciones Científicas,  Sociedad Ibérica de Ictiología (SIBIC),  Universidad de Navarra,  Universidad de Santiago de Compostela,  Universidad de Évora e Associaçao Portuguesa de Educaçao Ambiental (ASPEA)

@lifeinvasaqua